terça-feira, 26 de março de 2013

Roteiro da atividade realizada em laboratório

Atividade: cultura de bactérias em uma placa de petry.

Objetivo: verificar a aexistência de bactérias em determinados meios (a serem escolhidos), e caso houver, observar o crescimento delas em um meio de cultura apropriado em uma placa de petry.

Materiais:

- Placa de petry com tampa;
- Cotonetes;
- Gelatina sem sabor em pó;
- Caldo de carne.

Preparação da atividade (realizada pelo professor):

1. Dissolver em água fria a gelatina em pó, e aquecer sem ferver.
2. Ferver carne em água e separar o caldo.
3. Misturar a gelatina e o caldo de carne.

Parte da atividade realizada pelos alunos:

1. Pôr um pouco da mistura obtida na placa de petry, apenas o suficiente para cobrir o fundo.
2. Tampar a placa e esperar a solidificação da gelatina.
3. Após isso, destampar a placa de petry.
4. Molhar o cotonete em água, e após friccionar em algum local escolhido pelos alunos. Fazer isso com os quatro cotonetes, cada um em um lugar diferente.
5. Dividir a placa de petry em quatro regiões (sinalizadas por uma folha de papel posta embaixo da placa). Inocular cada uma das regiões com um cotonete diferente, espalhando levemente o material contido no cotonete umidecido.A divisão realizada foi a seguinte:




 I - cotonete passado na mão.
II - cotonete passado na unha.
III - saliva.
IV - sola do sapato.





6. Aguardar alguns dias até o crescimento das colônias de bactérias na placa de petry.

Fungos

Reino Fungi


Fungos

Os fungos – todos eucariotos – podem ser mononucleados ou multinucleados (como é o caso dos bolores e dos fungos filamentos).
Quanto à sua nutrição, são heterótrofos por absorção, realizando a digestão extracelular. Além disso, a maioria dos fungos são decompositores.
A organização celular dos fungos é através de hifas, conjunto de células que podem ser septadas ou cenocíticas.
As hifas septadas são um conjunto de células interligadas entre si pelo septo. Nas hifa cenocíticas, há vários núcleos, pois ocorre a divisão dos núcleos mas não do citoplasma.
As hifas possuem vacúolos e parede celular. Esta é composta de celulose com reforço de quitina – N-acetil-glicosina –, um polissacarídeo nitrogenado característico dos animais.
Embora as hifas não formem tecidos, um conjunto delas forma um pseudotecido chamado micélio.





Bolor no pão



Cogumelos


Fontes das imagens


http://florabrasilienses.blogspot.com.br/2009/05/o-reino-fungi.html
BARROS, Carlos. Os seres vivos: programas de saúde; ecologia. Editora Ática.
http://www.infoescola.com/reino-fungi/cogumelo/

Vírus

Vírus

Aids, hepatite A, gripe, sarampo, poliomielite, dengue, febre amarela e diversas outras doenças humanas são causadas por vírus. O sarampo e a poliomielite vêm sendo combatidos com sucesso por campanhas nacionais de vacinação; no entanto, a dengue e a febre amarela urbana, transmitidas pela picada de fêmeas de mosquitos das espécies Aedes aegypti e Aedes albopictus, voltaram a se alastrar no país após décadas sob controle, apresentando inclusive formas graves, que podem causar a morte.
Como não possuem organização celular, os vírus só conseguem se reproduzir no interior de células vivas. São parasitas intracelulares obrigatórios, causando doenças. Fora de uma célula viva, são inertes, podendo cristalizar-se.
Os vírus não pertencem a nenhum dos cinco reinos ou dos três domínios, pois, por não terem metabolismo próprio, muitos cientistas não os consideram seres vivos. Porém, para alguns estudiosos, a capacidade de duplicação, hereditariedade e evolução são suficientes para os vírus serem considerados seres vivos, apesar de não possuírem todas as estruturas necessárias para a duplicação de seu ácido nucléico e para a síntese de proteína da cápsula.
Embora os vírus se utilizem do metabolismo de outras células para se reproduzir, o processo é comandado pelo ácido nucléico do vírus e não pelo da célula. Cada tipo de vírus parasita apenas certos tipos de células, e esta especificidade é dada pelo capsídeo do vírus, que adere apenas às células que possuem proteínas da membrana capazes de se encaixar nas suas.
Os vírus são formados por uma cápsula de proteína, o capsídeo, onde se encontra o DNA ou RNA. Alguns vírus têm DNA, e outros, RNA, de cadeia dupla ou não. Sendo exceção entre os vírus mais conhecidos, o citomegalomavírus possui DNA e RNA ao mesmo tempo.
Devido às características dos vírus, as infecções provocadas por esses parasitas não respondem ao tratamento por antibióticos. A vacina, porém, se mostra eficaz em alguns viroses como a raiva, a hepatite viral, a caxumba etc.
Bacteriófago
O bacteriófago, vírus que possui DNA, ataca uma bactéria e se reproduz em seu interior. As fibras da cauda do vírus se encaixam na membrana plasmática do procarionte, injetando o DNA virótico. As enzimas do vírus inativam o DNA da bactéria, assumindo o controle do metabolismo celular para fabricar cópias suas e provocar a ruptura da membrana da bactéria e a morte desta.
Ação do retrovírus na célula
O vírus causador da Aids, ao contrário, possui RNA. É considerado um retovírus, pois, depois que invade a célula, o RNA do vírus serve de molde para uma síntese de uma cadeia de DNA, com a participação da enzina transcriptase reversa. Uma vez formado, o DNA passa a comandar a síntese de novas moléculas de RNA que irão constituir o material genético dos novos retrovírus.



Bibliografia

LINHARES, Sérgio e GEWANDSZNAJDER, Fernando. Biologia hoje. São Paulo: Ática, 2010.

Fontes das imagens

http://claraealinebioifes.wordpress.com/tag/virus/
http://www.nature.com/mt/journal/v13/n6/fig_tab/mt2006127f2.html
http://232bioblog.blogspot.com.br/2010/05/estrutura-do-virus-veremos-agora-as.html

segunda-feira, 25 de março de 2013

Algas

As algas são tanto unicelulares quanto pluricelulares, podendo ser encontradas em lagos, rios, solos úmidos e, principalmente, em oceanos.


As algas microscópicas formam o fitoplâncton, responsável pela fotossíntese nos ecossistemas aquáticos, além de ser a base que garante a nutrição dos seres que vivem nesses ambientes. Já o corpo das algas pluricelulares é formado por um talo, não havendo diferenciação de tecidos entre as células.

Algas Unicelulares


Dentre as algas unicelulares, podem ser destacados três grupos: as euglerófitas, as bacilariófitas e as pirrofícias (ou dinoflagelados).

Euglenófitas

Euglena gracilis.

A maioria das euglenófitas vive em água doce, sendo dotadas de flagelo ou vacúolo contrátil. Diferentemente dos demais grupos de algas, não possuem parede celular rígida ao redor de suas células, facilitando a fagocitose.
Na presença de luz e nutrientes inorgânicos, realizam fotossíntese; caso contrário, se alimentam por nutrição heterotrófica.
Quando sua reprodução (que é binária longitudinal, assexuada) é acentuada, a água pode exibir coloração verde.

Bacilariófitas

Diatomáceas desenhadas por Haeckel.

Neste filo estão as diatomáceas, principais componentes do fitoplâncton.
Estas algas são douradas, dotadas de uma carapaça de sílica. A deposição de restos da parede celular dessas algas no fundo do oceano, com o passar do tempo, produz o diatomito, que pode ser usado como abrasivo para o polimento de materiais diversos (como a prata), na confecção de cosméticos e pasta de dente e na fabricação de tijolos.

Dinoflagelados

Essas algas apresentam dois flagelos, cujo batimento causa um movimento de rotação, decorrendo disso o nome “dinoflagelados” (que significa “flagelo que nada”).
Podem tanto ser autotróficas quanto heterotróficas. Alguns dinoflagelados têm bioluminescência, transformando energia química em luz, causando a luminosidade nas ondas no mar e na areia da praia à noite. Por isso e pela cor avermelhada de algumas algas do grupo, este também é conhecido como pirrófitas (“pirros” significa “cor de fogo”).
A reprodução desse grupo ocorre por divisão binária.

Maré vermelha.

Quando se proliferam intensamente, algumas algas – principalmente as dinoflageladas – provocam o fenômeno chamado de maré vermelha, no qual a liberação de toxinas por essas algas é significativa e pode afetar o desenvolvimento da fauna vizinha.
A maré vermelha é um fenômeno natural registrado nos mais diversos locais do mundo, desde o tempo dos antigos egípcios, porém pode ser agravada por alterações de salinidade e temperatura ou excesso de sais minerais originado pelo despejo de esgoto doméstico.
No Brasil, em 1978, ocorreu um caso grave de maré vermelha na costa sul do Brasil, com a morte de toneladas de peixes, moluscos, crustáceos e aves marinhas, que, ingeridos pelo homem, podem levá-lo à morte.
A maré vermelha se dissipa quando a água esfria e os ventos dispersam as algas.

Algas Pluricelulares


São pluricelulares as algas verdes ou clorofíceas, as pardas ou feofíceas e as vermelhas ou rodofíceas.

Clorofíceas

Clorofícea.

A algas clorofíceas são unicelulares ou pluricelulares, marinhas, dulcículas ou mesmo terrestres, vivendo sobre o tronco de árvores úmidas, na neve, no gelo, no interior de outros seres vivos ou formando os liquens (associação com fungos).
Podem realizar reprodução assexuada, sexuada ou uma alternância entre as duas.

Algas Pardas ou Feofíceas

Geralmente marinhas, possuem como pigmento a lucoxantina. Na sua parede celular, há celulose e outras substâncias como alginas ou alginatos, que podem ser usados para dar consistência a sorvetes, pudins, cremes dentais, etc.
As algas do gênero Sargassun (que podem atingir mais de 4 m de comprimento), depois de ressecadas e moídas, fornecem um adubo rico em sais minerais diversos.
A região conhecida como mar de Sargaços possui este nome pois, ao se aproximar do aglomerado de algas do gênero Sargassum, a esquadra de Colombo confundiu-o com terra firme.

Algas Vermelhas ou Rodofíceas

 Rodofícea.

As algas vermelhas ou rodofíceas são geralmente encontradas em águas tropicais marinhas, podendo ocorrer desde formas microscópicas até formas com 3m de comprimento. Essas algas podem formar recifes.
Na parede celular há celulose, ágar e carragenina. A carragenina é utilizada como estabilizante de sorvetes, e o ágar é utilizado para dar consistência a alimentos, culturas de bactérias e outros.

A Eutrofização


A eutrofização, reprodução desordenada de alguns tipos de alga, causada principalmente pelo excesso de material orgânico produzido pelo homem ou natural (ocasionada por excrementos de pássaros), destrói a cadeia alimentar do ambiente aquático.
O excesso de fertilizantes como nitrato de fósforo e também o esgoto não tratado jogados na água são substâncias que serão utilizadas como nutrientes por bactérias aeróbias, que consomem O2, e pelas algas. A proliferação destas forma um tapete superficial sobre as águas, cuja coloração depende do tipo de alga, e que dificulta a penetração da luz. As algas que se encontram em camadas inferiores e que dependem da fotossíntese morrem, aumentando ainda mais o material orgânico ao serem decompostas pelos microorganismos que consomem O2, diminuindo ainda mais a presença deste na água e tornando o ambiente impróprio para a maioria dos seres vivos, que são mortos por asfixia, como peixes, moluscos, etc.
O oxigênio liberado pelas algas da superfície vai para a atmosfera, e no ambiente aquático só restarão seres anaeróbicos, que liberam odor desagradável na água. O processo utilizado para limpeza dos ambientes com eutrofização é caro, sendo necessário o tratamento do esgoto doméstico e industrial, entre outros.

A Importância das Algas


As algas são importantes para a produção do oxigênio na biosfera terrestres.
            Além disso, elas são utilizadas há tempos pela humanidade como fertilizantes, devido à grande quantidade de cálcio e potássio presente nas algas, sendo usado até hoje o sargaço com esses fins. A Feofícea laminaria é usada no tratamento do bócio, e estudos recentes isolaram de algumas espécies substâncias cujas ações antivirais, antibacteriais e antitumorais estão sendo testadas.
Os asiáticos usam as algas como fonte de alimento, porque são ricas em proteínas, vitaminas e fibras. As algas também são importantes para a biosfera pois realizam fotossíntese produzindo matéria orgânica e gás oxigênio, além de formar a base das cadeias alimentares onde estão presentes, pois, como as algas compõem um grupo diversificado, diferentes seres vivos alimentam-se das diversas espécies de algas.



Bibliografia


LINHARES, Sérgio e GEWANDSZNAJDER, Fernando. Biologia hoje. São Paulo: Ática, 2010.

PAULINO, Wilson R. Biologia Atual: volume 2 – Seres Vivos, Fisiologia. São Paulo: Editora Ática, 1997.

SANTOS, Fernando S. dos, AGUILAR, João B. V. e OLIVEIRA, Maria M. A. de (org) Biologia: ensino médio, 2º ano. São Paulo: Edições SM, 2010. Coleção Ser Protagonista.

Fontes das Imagens


http://www.britannica.com/EBchecked/media/5411/Euglena-gracilis

http://pt.wikipedia.org/wiki/Diatom%C3%A1cea

http://www.infoescola.com/ecologia/mare-vermelha/

http://contenidos.educarex.es/cnice/biosfera/alumno/1bachillerato/organis/contenidos10.htm

http://mediateca.educa.madrid.org/imagen/ver.php?id_imagen=juwtrxdsniejch1n

Protozoários

Doença de Chagas

               A Doença de Chagas descoberta em 1909 pelo médico Carlos Chagas, que descreveu o agente causador da doença (o protozoário Trypanossoma cruzi), o transmissor e o modo de transmissão dela, além de comprovar a existência de vertebrados que são reservatórios silvestres e domésticos de parasitas.

Protozoários


               Os protozoários podem ter vida livre ou viverem em associações com outros seres vivos, através de parasitismo, retirando alimento e causando prejuízo ao hospedeiro, comensalismo, retirando alimento sem causar prejuízo ao ser ou mutualismo, no qual ambos os organismos são beneficiados.
               Em condições desfavoráveis, alguns protozoários adotam a forma de cisto, perdendo água e algumas organelas e desenvolvendo uma casca resistente, o cisto, que é dissolvido quando o protozoário se encontra novamente em condições favoráveis e passa à forma ativa.
               A divisão dos protozoários em filos atualmente está sendo discutida, porém antigamente os protozoários eram divididos nos seguintes filos: Sarcodinea ou Rhizopoda, Ciliophora, Mastigophora ou Flagellata e Apicomplexa ou Sporozoa.
               Pode ser feita, para fins didáticos, uma separação dos protozoários com base nas suas características de locomoção.

Protozoários com pseudopodes

Ameba

               Os protozoários com este tipo de locomoção (como a ameba) reagem a estímulos químicos por meio da emissão de pseudópodes, expansões do citoplasma que podem se aproximar do alimento (algas e outros seres unicelulares, por exemplo) e englobá-los por fagocitose, digerindo-os em vacúolos com enzimas dos lisossomos, e eliminando os resíduos através da exocitose.
               Alguns protozoários com pseudópodes possuem carapaças resistentes de sílica ou de carbonato de cálcio, que protegem a célula, dando sustentação.
               A eliminação de produtos tóxicos ou inúteis por difusão (como ocorre na maioria dos casos), porém, principalmente nas formas de água doce, também há um vacúolo contrátil ou pulsátil, que, ao receber água que entra na célula por osmose, enche-se e se contrai liberando o excesso de água, impedindo que a  célula estoure e eliminando uma parte das toxinas.
               A reprodução geralmente é assexuada, ocorrendo por divisão binária ou divisão múltipla.
               Algumas espécies de amebas podem invadir a mucosa intestinal, ou até o fígado ou outros órgãos, provocando lesões. Essa doença pode ser tratada com medicamentos, e para sua prevenção são importantes a higiene pessoal e o saneamento básico.
               A Entamoeba histolestica é um parasita com pseudópodes que é adquirida através da ingestão de cistos, dissolvidos no intestino grosso através de enzimas e são liberadas amebas, que se dividem e invadem o intestino grosso e prendem-se à parede intestinal, causando a amebíase.

Protozoários com cílios
               Estes protozoários possuem cílios, estruturas semelhantes aos flagelos, porém menores e mais numerosas. Um exemplo é o paramécio, que possui um sulco oral para ingerir alimentos, coberto de cílios que movimentam a água, arrastando o alimento para a citóstoma. São formados vacúolos digestivos, nos quais o alimento é digerido e absorvido. Os resíduos não digeridos são eliminados pelo citoprocto ou citopígio. Os protozoários ciliados de água doce possuem vacúolos contráteis com canais coletores de água.
               O paramécio, bem como outros ciliados, possuem dois núcleos, o macronúcleo e o mícronúcleo, responsáveis respectivamente pelo controle do metabolismo e pela reprodução por conjugação. Além desta, os paramécios também realizam a reprodução assexuada por divisão binária.

Protozoários com flagelos

Trypanosoma cruzi, protozoário causador da Doença de Chagas

               Os protozoários flagelados têm flagelos, filamentos que servem para a locomoção e captura de alimento.
               A maioria é de vida livre na água, porém alguns são parasitas, causando doenças, e alguns formam associações do tipo mutualismo, como os do gênero Triconympla, que vivem no intestino do cupim digerindo a celulose.
               Os protozoários flagelados reproduzem-se por divisão binária.

Protozoários sem organelas de locomoção

 Eimeria maxima, um esporozoário

               São os protozoários do grupo Apicomplexa ou Sporozoa, parasitas intracelulares, que entram na célula parasitada com o auxílio do complexo apical, conjunto de organelas filamentosas.
               A reprodução pode ser assexuada, ocorrendo por divisão múltipla ou esquizogia, ou, em muitos esporozoários, pode ser sexuada.



Bibliografia
LINHARES, Sérgio e GEWANDSZNAJDER, Fernando. Biologia hoje. São Paulo: Ática, 2010.


Fontes das imagens

http://www.infoescola.com/reino-protista/protozoarios-ameboides-rizopodes/
http://www.fotolog.com.br/t1460/10567454/
http://www.biomedicinapadrao.com/2011/10/desafio-doenca-de-chagas.htmlhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Sporozoa

Bactérias

Forma

            Excluindo-se os vírus, as bactérias são os menores seres vivos existentes. As bactérias podem apresentar várias formas, que são definidas pela parede celular: esféricas (cocos), bastonete reto (bacilo), bastonete curvo (bacilo), bastonete curvo (vibriões) ou hélice (espirilos ou espiroquetas, dependendo da célula ser respectivamente flexível ou não). Pode haver a união de várias células, formando colônias, típicas de cada espécie.


Estrutura


A parede celular está presente em todas as bactéria, com a exceção do micoplasma (bactéria causadora da pneumonia), e é constituída de uma rede de peptídios ligados a polissacarídeos, chamada de peptidoglicano. Tem como função a proteção e sustentação da célula.
Além da parede celular (envolta por uma cápsula de polissacarídeos e proteínas ou de peptidoglicanos), também há a membrana plasmática e, no interior da célula, o citoplasma, no quem se localizam o DNA, os ribossomos (tendo como função a síntese protéica), proteínas respiratórias e grãos de glicogênio que são uma reserva de alimento.
O DNA principal tem forma circular e está ligado à membrana plasmática pelo mesossomo, não apresentando carioteca, sendo por isso as bactérias seres procariontes. Podem também haver moléculas menores de DNA, os micoplasmas, que conferem resistência a antibióticos ou podem ser injetados em células competidoras, matando-as.
Algumas bactérias também possuem flagelos, os quais fazem com que a célula se locomova, e pelos ou fímbrias, projeções de citoplasma para fora da parede celular que auxiliam na conjugação – troca de material genético entre duas bactéria – e na infecção a um hospedeiro, aderindo a bactéria às células deste.

Nutrição


Quanto à nutrição, a maioria das bactérias é heterotrófica por absorção, retirando moléculas já digeridas do ambiente ou de seres vivos parasitados. As bactérias que são autotróficas podem tanto ser fotoautotróficas (obtendo energia através da fotossíntese) ou quimioautotróficas (obtendo energia de reações químicas de oxidação de compostos minerais).
            A clorofila das bactérias fotoautotróficas pode ser igual à das plantas (como é o caso das cianobactérias) ou de outro tipo (como é o caso das bactérias sulfurosas verdes e púrpuras, que utilizam ácido sulfídrico ao invés de água na fotossíntese).
As bactérias quimioautotróficas podem ser nitrosas, transformando amônia em nitrito, ou nítricas, transformando nitrito em nitrato (que é absorvido por vegetais).
Ainda há bactérias que realizam a fixação do nitrogênio, fazendo com que o nitrogênio atmosférico reaja com hidrogênio para formar amônia, que por sua vez pode ser incorporada às substâncias orgânicas. Parte do nitrogênio é fixado e fornecido à planta leguminosa na qual essas bactérias se encontram – formando nódulos, o que é comum, por exemplo, no caso da soja –, e o excesso é liberado no solo na forma de amônia. Nessa relação, tanto a bactéria quanto a planta são beneficiadas, constituindo um mutualismo.

Respiração


As bactérias podem ser anaeróbias obrigatórias ou estritas, aeróbias ou anaeróbias facultativas. Para conseguir energia, as bactérias aeróbias precisam de oxigênio, não sobrevivendo sem esse gás. As anaeróbias facultativas podem sobreviver tanto com ou sem oxigênio. Na presença desse gás, realizam respiração aeróbia; na ausência, obtém a energia necessária para a vida através de processos anaeróbios (como a fermentação), embora a energia obtida  seja bem menor.

Uso em processos industriais biotecnológicos ou medicamentos


A toxina botulínica, produzida pela bactéria Clostridium botulinum, pode ser usada para controlar a doença blefaroespasmo, que faz com que a pessoa pisque compulsivamente, prejudicando a visão e a realização de várias tarefas cotidianas, como ler, escrever, cozinhar, etc.
Devido à fermentação, algumas bactérias podem ser usadas na indústria alimentícia, na produção de iogurtes e queijos.
As bactérias podem ser usadas como bioinseticidas, apresentando ação tóxica apenas contra o organismo que devem atacar, não prejudicando os demais – ao contrário do que acontece com os agrotóxicos.
Também têm uso na biorremediação, para reduzir ou eliminar os poluentes do meio ambiente.

Ciclagem de nutrientes

As bactérias são de extrema importância para a ciclagem de nutrientes, sendo fundamentais para a manutenção do equilíbrio biológico de todos os ecossistemas da Terra.
Há as bactérias que participam do Ciclo do Nitrogênio, efetuando a fixação no nitrogênio atmosférico e fornecendo parte dele às plantas às quais se associam.
As bactérias decompositoras ou saprófitas transformam a matéria orgânica morta em matéria inorgânica simples, que pode ser reaproveitada por outros seres, principalmente plantas. Graças a essas bactérias existe uma contínua disponibilidade de elementos químicos necessários para a vida.




Bibliografia

LINHARES, Sérgio e GEWANDSZNAJDER, Fernando. Biologia hoje. São Paulo: Ática, 2010.

 Fontes das imagens

http://www.essaseoutras.xpg.com.br/morfologia-das-bacterias-tipos-e-formatos-de-celulas-procariontes/
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/biologia/bacterias-1-conheca-a-importancia-e-as-varias-utilidades-das-bacterias.htm
http://www.agricultura.gov.br/desenvolvimento-sustentavel/plano-abc/acoes-do-plano
http://www.profotos.com.br/Olhar_Ambiental/CiclosNatureza.htm

Domínios Bactéria, Archaea e Eukaria


Bactéria


O domínio Bactéria (que tem apenas procariotos) inclui desde seres fotossintetizantes, como as cianobactérias, até seres exclusivamente parasitas, como as clamídias. Nele estão diversos grupos, alguns muito antigos, como o dos hipertermófilos, capazes de sobreviver em ambientes de temperaturas muito altas – como as encontradas na Terra primitiva.

Archaea


Antigamente chamados de arqueobactérias, os seres desse domínio são semelhantes às bactérias, porém apresentam diferenças na composição da parede celular – não apresentando peptidoglicanos nesta. Unicelulares e procariontes, esses seres, em maioria anaeróbios, não são sensíveis aos antibióticos e sobrevivem em condições extremas de temperatura, salinidade e pH, além de terem, em alguns casos, características metabólicas incomuns, tais como a produção de metano.

Eukaria


No domínio Eukaria – no qual estão todos os seres eucariontes, isto é, que possuem, al´me de outras características específicas, carioteca nuclear – estão as plantas, os animais, os fungos e os organismos que já foram classificados como protistas e que por esse sistema estão divididos em vários reinos.

Bibliografia

LINHARES, Sérgio e GEWANDSZNAJDER, Fernando. Biologia hoje. São Paulo: Ática, 2010.

Fonte das Imagens

http://gabrielmarques25128.blogspot.com.br/2012/06/cladograma.html